DOGMA 95 vs. DOGPILE 95 e reflexões sobre cinema no Brasil.

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As dramáticas considerações iniciais.

Estamos mergulhados em um país que faz cerco fechado a produções que estejam à margem de interesses políticos. Estes interesses consistem em financiar projetos audiovisuais, em específico documentários, para demonstrar através do investimento cultural forçadamente temático uma realidade fantasiosa onde as minorias tem voz, e onde só as tem porque o Estado é um herói – o que em muito difere da realidade disposta. Dessa forma, produtores de cinema e audiovisual em um país onde inexiste a possibilidade de trabalhar com entretenimento fora dos meios de distribuição dominantes, passam a restringir sua criatividade e se adequar a projetos sumariamente políticos que trazem retorno financeiro aos produtores simplesmente porque estes contribuem com os interesses do Estado.

Apesar da diversidade e dos pomposos festivais de cinema e audiovisual latino-americanos, a verdade é que o documentário se tornou, de uma linguagem-arma para as minorias, um produto-arma controlado e distribuído pelo governo. Tal e qual poodles de circo, os produtores são obrigados a pular dentro do aro para, dessa forma, conseguir um biscoito de recompensa. Assim foram todos, durante os anos de Lei Rouanet e ainda hoje por costume, um a um, pulando dentro do aro. O apoio financeiro veio sendo fornecido como prato de comida a uma espécie faminta perante o difícil e árido cenário criado pela própria política cultural ao longo de décadas de mancomunação com emissoras de TV, editoras e distribuidoras, o que foi, como sabido, um processo comum na história de muitos dos países latinos.

É necessário abolir o funcionalismo público nas produções audiovisuais. O “fomento à cultura” vem sendo de um maniqueísmo político absurdo. Os diretores, roteiristas, técnicos, todos devem parar de trabalhar para o governo. Não somos funcionários públicos, não queremos editais que restringem a criatividade, que nos limitam a fazer o que querem por motivos próprios e partidários. Queremos, sim, abertura de possibilidades alternativas e o estímulo tanto à distribuição quanto à promoção, para que assim ocorra o alargamento de uma área que é, ainda, um estreito funil dos privilegiados e daqueles que se ajoelham e rezam. Os produtores devem, enquanto isso não ocorre, tornar-se cada vez mais independentes e gerar novos caminhos perante a falta de vergonha que se instaura quando o governo opta por financiar não os fins (distribuição e promoção), mas os inícios (pré-produção), escolhendo assim o que vale e o que não vale ser financiado pelo conteúdo, como quem separa o feijão limpo do carunchado, leia-se: o conteúdo Estatizado do entretenimento puro e simples.

Enquanto durante o governo militar se censurava a distribuição de filmes no país, aqui se desenvolveu uma censura muito mais complexa e disfarçada, pois se restringiram as produções antes mesmo de saírem do papel: cortando o mal pela raiz, desestimulando os jovens produtores perante o crivo dos Editais Públicos, reduzindo, cerceando e limitando formatos/conteúdos, conferindo uma imagem tão forte de onipotência ao financiamento governamental que, por fim, determina-se o ceticismo na produção independente, artística/autoral, e de gênero. Este constituiu um resultado qualitativo dos mais negativos para toda a área audiovisual de entretenimento.

Dogma 95 de Lars Von Trier vs. Dogpile 95 de Lloyd Kaufman.

Curiosamente os conceitos do Dogma 95, manifesto cinematográfico realizado por Lars Von Trier e Thomas Vinterberg na Dinamarca no ano de 1995, sempre foram exageradamente incensados no Brasil – onde, no entanto, pouco ou nada se produziu dentro desses moldes. Ainda, é conferido no país um status de superioridade artística e intelectual grandioso às obras reconhecidas como Dogma 95, principalmente pelos estudantes de cinema e comunicação da academia (embora sejam pouquíssimas as obras, mesmo de Von Trier, que realmente seguem à risca o manifesto). A tal superioridade artística e intelectual é, irônicamente, algo completamente contrário à ideologia primordial do manifesto de Von Trier e Vinterberg. Embora excessivamente metodistas em suas regras, a intenção de remover a artificialidade imposta pela indústria hollywoodiana em seus excessos gráficos e ilusionismos técnicos para devolver ao cinema a realidade visual, a humanidade dos personagens e a imagem real limpa de efeitos é, por fim, uma ideia boa por traduzir a necessidade de devolver a criação de entretenimento a sua base piramidal, às colunas que a sustentam.

Ao destituir os enfeites tecnológicos hollywoodianos da verdadeira possibilidade de narrar histórias com a linguagem audiovisual, o poder às mãos do roteiro/texto a despeito do poder da imagem, gerando uma espécie de retorno aos primórdios teatrais e artísticos da humanidade (Aqui, remete-se a textos-base para inspiração, citados nas referências ao final do texto), com o diferencial tecnológico da linguagem em vídeo como meio de difusão. Se devolve também o estímulo artístico, destruindo o ceticismo e a sensação de impotência criadora perante a qualidade dos produtos da grande indústria. No entanto, o manifesto Dogma 95 é muito voltado aos acadêmicos e aos produtores de classe média alta que possuem acesso a filmar em película e financiar seus vídeos – compondo, por fim, uma boa ideia que morre na praia em tentativas brasileiras, pois suas regras possuem um posicionamento que difere de nossa realidade econômica e soa, ao mesmo tempo, elitista, mesmo na Dinamarca.

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Além disso, existe sempre uma visão excessivamente negativa do cinema de gênero, pois este constitui o carro chefe das produções hollywoodianas. À semelhança do Brasil em torno de 1969 e do cinema europeu no qual se inspirava, o Dogma 95 tende ao cinema autoral e reprova a ação considerada “superficial” em cena, como assassinatos, sexo, tiros e tudo que remeta imediatamente ao cinema da grande indústria norte-americana. Isso, por si só, é preconceituoso e restringe a liberdade narrativa. O cinema de gênero remete à literatura e ao teatro, onde desde sempre a tensão, o horror e o erotismo estiveram presentes, a despeito da exploração moderna dos mesmos pelas mídias massivas. A produção de países como Índia, Tailândia, Coréia do Sul e Japão mostram como o cinema de gênero pode ser independente, autoral e diferenciado do status quo da maioria das produções realizadas com fins meramente lucrativos, ainda que pautado na ação física em seus roteiros.

Perante estas reflexões citadas, o GoreBahia simpatiza mais com o Dogpile 95, que consiste em uma resposta de Lloyd Kaufman ao manifesto Dogma 95. Kaufman realiza filmes com baixo orçamento, sem iluminação artificial e com som direto desde 1974; desde a criação da Troma Entertainment defende as produções caseiras; seu lema é “A impossibilidade de fazer um filme bem feito não deve ser empecilho para que você o faça” – onde, relembrando, “bem feito” remete aos padrões hollywoodianos de qualidade técnica ao qual estamos, desde pequenos, extremamente expostos. Lloyd Kaufman é, portanto, verdadeiramente contrário à lavagem cerebral e desestímulo realizado pela indústria do entretenimento audiovisual – que nos faz acreditar ser impossível criar entretenimento por nossas próprias mentes, mãos e equipamentos. Para as 10 regras do manifesto Dogma 95, Kaufman deu 10 respostas irônicas e contrárias às limitações impostas por qualquer movimento, o que reuniu sob o nome de Dogpile (O que pode ser traduzido justamente como um amontoado de críticas ou réplicas de opinião semelhante em resposta a algo). A seguir, Dogma 95 vs. Dogpile 95:

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 1. As filmagens devem ser feitas em locais externos. Não podem ser usados acessórios ou cenografia (se a trama requer um acessório particular, deve-se escolher um ambiente externo onde ele se encontre).

Kaufman: “A filmagem DEVE ser feita em um local sem isolamento acústico. Porém, se o porão de sua mãe é um estúdio com isolamento acústico que tenha custado 500 mil dólares, então, seja como for, filme lá. Adereços e cenários não devem custar mais do que 5 dólares para serem produzidos, a menos que sejam roubados ou obtidos através de prostituição, ou se você tiver um produtor rico – nesse caso, gaste o dinheiro dele. O lance é, não seja idiota como a Troma gastando seu próprio dinheiro. (Texto original: “Shooting MUST be done on location with no soundstages. However, if your Mom’s basement is a $500,000 soundstage, then by all means shoot there. Props and sets must not cost over $5 to make or produce, unless stolen or obtained through selling your body, or if you have a rich producer then spend his money. The point is, don’t be stupid like Troma and spend your own money”).

2. O som não deve jamais ser produzido separadamente da imagem ou vice-versa. (A música não poderá, portanto, ser utilizada, a menos que ressoe no local onde se filma a cena).

Kaufman: “O som nunca deve ser produzido por separado da imagem, ou vice-versa. Mas se você achar que deveria haver um som no ambiente que não estava tocando na hora, você pode inserir depois, ou se a banda do seu irmão tiver uma música legal, insere lá. Nós não vamos espalhar…” (Texto original: “The sound must never be produced apart from the images or vice versa. But if you thought that there should have been ambient sound that wasn’t there at the time, you can put it in, or if your brother’s band has a cool song, put it in. We won’t tell…”).

3. A câmera deve ser usada na mão. São consentidos todos os movimentos – ou a imobilidade – devidos aos movimentos do corpo. (O filme não deve ser feito onde a câmera está colocada; são as tomadas que devem desenvolver-se onde o filme tem lugar).

Kaufman: “A camera deve ser segurada com sua mão a menos que a sua mão esteja segurando seu pinto, e nesse caso um tripe é permitido. Ou se você não possuir braços, nesse caso por favor use um tripe! Se você não tiver pinto, use uma steadycam, essas parecem incríveis. No caso de uma mulher sem pinto, ligue para o departamento de edição da Troma. No caso de uma mulher com pinto, ligue para Rosie O’Donell. Qualquer movimento ou imobilidade que se possa alcançar através das mãos ou outras partes do corpo onde você possa amarrar uma camera, será permitido.” (Texto original: “The camera must be handheld unless your penis is hand held, which in this case a tripod is admissible. Or if you don’t have any arms, then by all means use a tripod! If you have no penis, use a stedi-cam, those look great. For a female with no penis, call the Troma editing department. For a female with a penis, call Rosie O’Donell.. Any movement or immobility attainable in the hand or any other body part you can strap a camera to, is permitted”).

4. O filme deve ser em cores. Não se aceita nenhuma iluminação especial. (Se há luz demais, a cena deve ser cortada, ou então, pode-se colocar uma única lâmpada sobre a câmera).

Kaufman: “Use luz natural sempre que possível – filmar ilegalmente à noite em propriedade privada é uma boa maneira de conseguir luz natural através dos holofotes e lanternas da polícia – mas se a luz natural parecer muito artificial, então por favor use algumas luzes” (Texto original: “Use natural light whenever possible – Shooting illegally at night on private property is a good way to gain natural light through police flashlights and spotlight. – but if natural light seems too artificial, then by all means use some lights…”).

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5. São proibidos os truques fotográficos e filtros.

Kaufman: “Truques fotográficos e filtros são proibidos. Mas, porra, se você puder pagar pore les, use-os, use sua imaginação. Não deveria existir uma regra como esta, como o velho Billy Wilder diria ‘Não deverão existir regras como a número 5’” (Texto original: “Optical work and filters are forbidden. But what the fuck, if you can afford them, use em. Use your imagination. There shouldn’t be a rule like this, as the late Billy Wilder said ‘There mustn’t be rules like #5.’”).

6. O filme não deve conter nenhuma ação “superficial”. (Em nenhum caso homicídios, uso de armas ou outros).

Kaufman: “O filme não deve conter nenhuma ação superficial. Então é melhor que ele possua assassinatos, lésbicas saradas, peitos e mais peitos.” (Texto original: “The film mustn’t contain superficial action. So there better be murders, weapons, hard-bodied lesbians, boobies, and more boobies.”).

7. São vetados os deslocamentos temporais ou geográficos. (Isto significa que o filme se desenvolve em tempo real).

Kaufman: Que porra há de errado com quando ou onde a história se desenvolve… com certeza funcionou pra George Lucas. Se tiver a ver com o storyline, sinta-se livre para alterar o tempo e o espaço. O film epode ir para qualquer lugar onde sua mente te levar, como Buffalo NY, mas não estamos te pressionando. Filme onde você quiser! Sério! Faça o que estamos te dizendo.” (Texto original: “What the fuck is wrong with when and where the story takes place… sure worked for George Lucas. If the storyline involves it, feel free to alter time and space as we know it. The film can be wherever the mind takes you, like Buffalo NY, but we aren’t pressuring you. Shoot wherever you want! Seriously! Do what we say”).

8. São inaceitáveis os filmes de gênero.

Kaufman: “Filmes de gênero são aceitáveis. A menos que eles sejam de gêneros pretensiosos e chatos como aquele dos cowboys gays comendo pudim. A propósito, o que é um filme de gênero? Texas Dildo Masquerade do Ron Jeremy é um filme de gênero? Se sim, por Deus, eu quero ser de gênero!” (Texto original: “Genre movies are acceptable. Unless they are from pretentious boring genre like that movie about gay cowboys eating pudding. By the way, what exactly is a genre movie? See Shakespeare. Is that genre? Is Ron Jeremy’s Texas Dildo Masquerade genre? Then by God we want to be genre!”).

9. O filme deve ser em 35 mm, standard.

Kaufman: “O formato do filmed deve ser Academy 35… quero dizer, 16mm… ahn, video… apenas faça seu fime da forma que você conseguir. Contanto que ele não seja uma merda” (Texto original: “The film format must be Academy 35… er 16mm… er video… just make your movie anyway you can get it done. As long as it doesn’t suck”).

10. O nome do diretor não deve figurar nos créditos.

Kaufman: “O diretor deve receber o crédito por sua arte. Mesmo que seja um lixo, ou se for de outra pessoa e você conseguir se safar legalmente com a autoria. A única exceção é se você tiver dirigido Italian For Begginers (Texto original: “The director must take credit for his art. Even if it sucks, or if its someone else’s and you can get away legally with it. The only exception is if you directed Italian For Beginners”).

Copenhagen, 13 de março de 1995 Em nome do Dogma 95, Lars von Trier

Kaufman: No mais, eu prometo como diretor me manter fiel à minha visão artística! Eu prometo me abster de escutar qualquer opinião alheia sobre o meu trabalho enquanto ele não estiver pronto. Minha integridade artística é mais importante do que fazer um filme que irá agradar a todo mundo. Meu objetivo supremo é criar filmes únicos e interessantes. Eu prometo fazê-lo de qualquer forma possível e sem qualquer consideração estética ou de bom gosto.

Assim eu realizo meus bow-wow-votos de velozes-e-emporcalhados

Cannes, 20 de Maio de 2002

Em nome do DOGPILE 95

Lloyd Kaufman

(Texto original: “Furthermore I swear as a director to stay true to my artistic vision! I swear to refrain from listening to anyone’s opinion of my work until it has been completed. My artistic integrity more important than making a film that will appeal to everyone. My supreme goal is to create interesting and unique film. I swear to do so by all the means available and at the cost of any good taste and any aesthetic considerations.

Thus I make my BOW-WOW-VOW OF FAST-AND-SHITTY Cannes, May 20th 2002

On behalf of DOGPILE 95,

Lloyd Kaufman”)

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Ainda, é impossível esquecer as palavras de John Waters, considerado o pai do cinema marginal, autor do célebre e inesquecível Pink Flamingos (1972) e um dos maiores críticos do meio, que nunca deixou de realizar estruturas narrativas clássicas e cinema de gênero – ainda que permanecendo à margem, com sua perspectiva de “belo” muito diferente do comum. Com suas palavras, finalizo este documento. Assim escreveu Waters, de forma inspiradora, em Cecil B. Demented (2000): “Poder para o povo que castiga o mau cinema! Terroristas do cinema: juntem-se à revolução contra os filmes de Hollywood! Dos lugares vazios de cada cinema na América, erguer-nos-emos e tomaremos de volta as telas. Não mais remakes em língua inglesa de filmes estrangeiros! Acabemos com os filmes baseados em estúpidos jogos de videogame! Acabem com as sequências fastidiosas de grandes orçamentos e êxitos de bilheteira! Sejam os anjos vingadores do cinema independente. Quando dizemos “Ação!”, queremos dizer ação! Tragam de volta os filmes de guerrilha às salas de cinema de bairro e castiguem aqueles que se manifestam contra o vosso próprio entretenimento. Isto é um aviso a todos os fãs de cinema comercial: Vamos enterra-los! O cinema independente não tem limites! O sistema de Hollywood retirou-lhe o sexo e agregou a violência e já nada resta ao cinema, por isso, tragam de volta o sonho. Parem a distribuição em massa de filmes medíocres! Façam sabotagem ao cinema, resgatem as telas! Vandalizem os filmes, tragam de volta o sonho! Lunáticos do celulóide e sobreviventes do cinema, façam bons filmes ou morram! Morte a todos os que são cinematograficamente incorretos! Estamos vivos e a fazer filmes!”

Referências para inspiração:

Aristóteles – A arte poética

Antonin Artaud – O teatro e seu duplo / Van Gogh, o suicidado pela sociedade

Nelson Rodrigues – Teatro desagradável / A vida como ela é

William Shakespeare – Titus Andronicus

Arthur Schopenhauer – A arte de insultar (Compilação)

Filippo Tommaso Marinetti – Manifesto futurista

João do Rio – A alma encantadora das ruas

André Barcinski – Maldito: a vida e o cinema de José Mojica Marins

Saul Mendez Filho para o GoreBahia, 02/12/2012

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    A gravata do Lloyd Kaufman não nega: Ele é fã do GoreBahia. Só não é esse fã todo do Lars Von Trier e seu Dogma 95! Muitas reflexões sobre fazer cinema no Brasil e o jeito Kaufman de fazer, sem dinheiro estatal! www.gorebahia.com link na bio.

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